segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O pintor de lembranças - nosso olhar para os eventos

A história lida no grupo do PIC permitiu perceber o quanto lembranças de situações vividas trazem marcas que constituem cada um de nós. Os autores José Antônio del Cañizo e Jesús Gabán apresentam o pintor de lembranças como aquele que pintava o que cada um deseja ter diante dos olhos: as melhores lembranças vividas.
Por que o ser humano não se lembra de tudo o que vive? Simplesmente pelo fato de não dar conta de registrar todas as vivências...Algumas delas não deixam marcas, não tocam profundamente ... São puro escoamento...Desaparecem. Assim, aquelas marcantes, fundantes da memória, precisam ser lembradas. Melhores ou mesmo não tão boas assim...Mas o pintor Gabriel só pintava as melhores lembranças...
E, como o pintor Gabriel, aqui tentamos resgatar lembranças do que o grupo do PIC viveu em dois últimos eventos – uma oficina na UFRRJ e palestra na Semana de Letras do Campus Petrópolis.
Os dois eventos envolveram grupos de alunos que iniciaram, este ano, sua participação em apresentações de cunho acadêmico, integrados a um grupo de pesquisa. E, o que significa para esses alunos participar desses eventos? Não mais como ouvintes, mas agora como apresentadores de conhecimentos construídos pela pesquisa.
Com o intento de que registrassem, como o pintor Gabriel - o pintor de lembranças, aquilo que mais os marcou nas apresentações, foi a eles lançado o desafio de expressar por imagens, a sua escolha, suas lembranças... Que palavras? Que imagens comporiam a tela que retratasse tal experiência?
O resultado? Como qualquer evocação do vivido, sempre irretocável pelo outro . Este, precisa se contentar em assimilá-la para poder enriquecê –la com sua própria experiência. Assim, serão divulgados os registros. Cada grupo mostra o que sentiu, o que marcou, o que ficou na lembrança...
Lembranças de Maria Clara, Priscila e Maira
Lembranças de Gian, Célia e Monique
As imagens falam das experiências dos grupos. O estar perdido nos caminhos da Rural e a ausência/presença da palavra na Semana de Letras... Essas talvez não sejam as melhores, mas com certeza são as mais divertidas lembranças que cada grupo de alunos construiu, a partir de sua participação nos dois eventos (para muitos a primeira participação em eventos científicos).
Adriana Hoffmann e Sandra La Cava

3 comentários:

Silvia disse...

Uma reflexão da melhor qualidade:
"As lembranças grupais se apóiam umas nas outras formando um sistema que subsiste enquanto puder sobreviver a memória grupal. Se por acaso esquecemos, não basta que os outros testemunhem o que vivemos. É preciso mais: é preciso estar sempre confrontando, comunicando e recebendo impressões para que nossas lembranças ganhem consistência. Imagine-se um arqueólogo querendo reconstituir,
a partir de fragmentos pequenos, um vaso antigo. É preciso mais que cuidado e atenção com esses cacos; é preciso compreender o sentido que o vaso tinha para o povo a quem pertenceu" (Ecléa Bosi,1994:414).
Espero ter contribuido! Um beijo para o grupo.

Adriana Hoffmann disse...

Silvia,
Você contribui sempre e muito!!Já tenho umas idéias de convite a você. Uma delas: quer escrever um texto para nosso blog nas férias?
Aguardo seu retorno!
Beijos,
Adriana

Silvia disse...

Isso é uma provocação? Vá em frente! Um texto? Tema? Será que vou resistir ao convite? Acho que não. Como diz meu filho, meu lazer é estudar. Louca, eu? Talvez uma apaixonada pelas letras...